Martins integrou a missão diplomática brasileira enviada a Israel no último sábado (6/3) para o conhecer o spray, que está sendo estudado para tratamento da Covid-19. A comitiva enviada ao país foi composta por 10 pessoas e chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
O medicamento é a nova aposta do governo federal para o combate à Covid-19 — o composto ainda não tem eficácia comprovada contra a doença causada pelo novo coronavírus. A medicação, desenvolvida pelo Centro Médico Ichilov de Israel, originalmente foi apresentada para combater o câncer de ovário.
“Abrimos o caminho para que o Brasil seja o principal parceiro na 2ª e na 3ª fase dos testes do EXO-CD24, bem como no desenvolvimento, aprimoramento e produção deste spray nasal que vem se mostrando muito promissor no tratamento de casos graves de Covid-19”, escreveu Filipe Martins.
Ainda não foram indicadas datas para início dos testes do spray em território brasileiro.
Na primeira fase de testes, a substância EXO-CD24 foi administrada a 30 pacientes cujas condições eram moderadas ou piores, e todos os 30 se recuperaram — 29 deles em três a cinco dias.
O estudo conduzido em Israel foi preliminar e não comparou a droga a um placebo. Também não esclareceu a idade dos envolvidos no experimento. Por isso, ainda são necessários mais testes para comprovar a eficácia da droga contra o novo coronavírus.
Outros acordos
Segundo o assessor especial, também foi assinado um acordo de cooperação com o Instituto Hadassa nos testes do medicamento Allocetra, para casos moderados e graves da Covid-19.
Martins ainda anunciou que será estabelecido um grupo de trabalho com o Instituto Weizmann para a cooperação em mais de 65 linhas de pesquisas na área de enfrentamento à pandemia, incluindo tecnologias de testagem, de previsão de tendências na propagação do vírus, de medicamentos e de vacinas.
Vacinas
O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também acordou com o governo israelense o compartilhamento de dados sobre o uso da vacina da Pfizer/BioNTech em Israel. Além das doses da Pfizer, o país também contou com vacinas da Moderna. Segundo o assessor internacional do Planalto, a iniciativa tem a finalidade de garantir maior segurança para os brasileiros que optarem por se vacinar.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o registro definitivo do imunizante da Pfizer. No entanto, o governo brasileiro ainda negocia a aquisição de doses da vacina da farmacêutica norte-americana.

