O Ministério da Defesa do Irã entregou, nesta terça-feira (25), dezenas de mísseis de cruzeiro Abu Mahdi às forças navais da Guarda Revolucionária e ao Exército do país durante cerimônia na capital, Teerã.
Com capacidade para percorrer mais de 1.000 km de distância, os mísseis podem atingir e destruir alvos móveis no mar, como navios e submarinos inimigos, além de se locomover a baixa altitude, o que dificulta a detecção pelos inimigos.
O Irã é um aliado histórico da Rússia e colabora, ainda que disfarçadamente, com o envio de drones para o Exército de Putin atacar os territórios da Ucrânia.
O anúncio ocorre em meio à escalada da tensão no Golfo Pérsico, já que os Estados Unidos enviaram caças e navios de guerra para a região.
As frotas naval e aérea do Irã são pequenas. Então, o país persa aposta no desenvolvimento de drones e mísseis de longa distância para destruir embarcações ou aeronaves inimigas em caso de ataque.
O míssil recebeu o nome do ex-vice-chefe das Unidades de Mobilização Popular do Iraque, que foi assassinado junto com o principal comandante antiterror iraniano, tenente-general Qassem Soleimani, em um ataque de drones dos EUA ordenado pelo ex-presidente Donald Trump perto do Aeroporto Internacional de Bagdá no início de janeiro de 2020.
De acordo com o Irã, os mísseis Abu Mahdi podem destruir todos os tipos de embarcação, fragatas e porta-aviões.
As autoridades iranianas enfatizaram repetidamente que o país não hesitará em fortalecer suas capacidades militares, incluindo seu poder de mísseis, que são inteiramente destinados à defesa.
Os iranianos ainda informaram que a capacidade de defesa nunca estará sujeita a negociações. Além do míssil inovador, o Irã promoveu ontem um treinamento militar com caças na localidade de Isfahan.
Ainda que o Irã tenha apresentado o míssil com potência destrutiva, não foi possível confirmar a capacidade do artefato, já que nunca foi usado em combate.
Os mísseis de cruzeiro são capazes de viajar sobre a água e, por isso, dificultam a identificação por radares. Supostamente, essas armas também são passíveis de manobra, ou seja, podem mudar de direção.
O Irã normalmente infla e exalta demais as armas que possui, mas as informações são quase impossíveis de ser confirmadas.
O regime dos aiatolás argumenta que poderia preparar lançamentos rapidamente. Isso pode ser usado com outros mísseis em simulações de ataque com vários artefatos disparados contra um mesmo alvo.
Com informações do R7

