Desde a última segunda-feira, 18, o uso de máscara não é mais obrigatório em voos nacionais, trens, metrô e ônibus nos Estados Unidos. De acordo com o governo local, o Centros de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) ainda define algumas regras para o uso de máscaras nesses ambientes, mas o órgão responsável pela vigilância do uso da máscara, a Administração de Segurança em Transporte (TSA) afirmou ontem que não vai mais vigiar as pessoas para fazer essa medida ser cumprida.
A medida é válida para o território dos EUA. Porém, no caso de voos internacionais, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, da sigla em inglês) diz que cabe a cada empresa aérea decidir as normas para o embarque que podem ou não exigir o uso de máscara.
O governo norte-americano anunciou a medida após uma juíza americana declarar ilegal a obrigatoriedade federal do uso de máscaras no transporte público dos EUA. A medida era objeto de uma batalha judicial. Na ocasião, a magistrada Kathryn Kimball Mizelle, de Tampa, Flórida, determinou que os CDC ultrapassaram sua autoridade ao impor a exigência, que se aplica a aviões, trens, metrô e ônibus, entre outros.
Pressão para flexibilizar a medida
Nas últimas semanas, o presidente Joe Biden sofre pressões para flexibilizar ou anular a medida. Até o momento, cerca de vinte estados liderados por republicanos e várias grandes companhias aéreas pediram o fim do uso obrigatório de máscaras nos aviões e outros meios de transporte público. Porém, na semana passada, as autoridades federais decidiram estender a exigência até pelo menos até o dia 3 de maio.

