A família da vendedora amapaense Jessyane da Silva e Silva, de 32 anos, morta após a motocicleta em que estava ser atingida por um carro em Florianópolis, Santa Catarina, cobra justiça e questiona a decisão judicial que manteve o condutor do veículo em liberdade.
O acidente ocorreu na Avenida Governador Irineu Bornhausen, conhecida como Beira-Mar Norte. Familiares contestam o entendimento de que não haveria elementos suficientes para decretar a prisão preventiva do motorista e afirmam que imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas reforçam a gravidade da ocorrência.
Segundo Nayla Cristina Ferreira da Silva, irmã de Jessyane, há registros em vídeo do momento do acidente que, na avaliação da família, mostram a dinâmica da colisão.
“Tem vídeo do acidente. O rapaz veio em alta velocidade e atingiu ela por trás enquanto a moto estava parada no sinal vermelho. Minha irmã morreu na hora e o motorista do aplicativo sofreu uma lesão na medula”, relatou.
A irmã da vítima também contestou a justificativa apresentada para que o motorista permanecesse em liberdade. Para a família, as imagens, os depoimentos e as condições em que o veículo ficou após a colisão deveriam ser considerados na investigação e no processo.
“Disseram que não tem prova suficiente contra ele, mas tem sim: tem testemunha e as câmeras mostram o jeito que ficou o carro. A gente só pede justiça por ela”, afirmou Nayla.
Além da cobrança por justiça, a família enfrenta agora a dor deixada pela ausência de Jessyane para o filho de apenas 1 ano e 8 meses. Segundo a tia da criança, o menino sente a falta da mãe e ainda procura por ela dentro de casa.
“O neném dela sente muita falta. Ele procura por ela pela casa, chama pela mãe e a gente não sabe nem o que explicar para uma criança tão pequena. É de partir o coração ver ele assim”, lamentou a irmã.
A tia de Jessyane, Claudeci Ferreira da Silva, também criticou o resultado da audiência de custódia e cobrou um posicionamento do motorista envolvido no acidente.
“A gente busca justiça porque esse crime não pode ficar impune. Ele se diz inocente, mas por que não apareceu para mostrar a cara e se defender?”, questionou.
Claudeci ainda levantou questionamentos sobre as informações relacionadas ao endereço apresentado pela defesa do suspeito.
“O juiz disse que não teve provas e que ele tem residência fixa. Mas quando foram no endereço, viram que já tinha se mudado. Como deixam uma pessoa dessa solta?”, declarou.

