Neste domingo (20), começa a Copa do Mundo 2022 com o confronto entre Catar e Equador, válido pelo Grupo A do torneio. Porém, antes do duelo no estádio Al Bayt, a Fifa, organizadora do evento, preparou uma cerimônia de abertura às 11h40 (horário de Brasília) e um discurso sobre inclusão e diversidade – mesmo em meio às duras críticas que o país-sede tem recebido por conta de violações aos direitos humanos e discriminação contra a comunidade LGBTQIAP+.
“O tema da cerimônia de abertura é a união de toda a raça humana, interligando diferenças por meio da humanidade, do respeito e da inclusão. O futebol permite nos unir como uma única tribo, e a Terra é a tenda em que todos nós vivemos”, informou a organização.
A cerimônia, prevista para durar 30 minutos, contará com show do catari Fahad Al-Kubaisi e do cantor sul-coreano Jung Kook, um dos integrantes do famosos grupo de k-pop BTS.
Fahad Al-Kubaisi é um cantor famoso nos estados árabes do Golfo Pérsico e uma das principais estrelas catari, reconhecido pelo gênero khakiji.
Jung Kook tem 25 anos de idade e, atualmente, é uma das estrelas da música. O rapaz sul-coreano é o caçula do grupo BTS, expoente do k-pop no mundo. A banda, formada por sete integrantes, recentemente anunciou uma pausa na carreira.
Em voo solo, o artista emplacou o sucesso Left and Right, em parceria com Charlie Puth, outro astro em ascensão da nova geração; a faixa está entre as 25 mais ouvidas nas paradas norte-americanas.
Polêmica na Copa do Catar
As apresentações na cerimônia de abertura da Copa do Catar estão marcadas por polêmicas antes mesmo de começarem. Jung Kook, por exemplo, enfrentou críticas dos fãs por aceitar fazer o show no país. Admiradores do artista não aprovaram a decisão do cantor de se associar ao país que adota uma política anti-LGBTQIAP+.
Alvo de especulações ao longo dos últimos meses, a cantora inglesa Dua Lipa negou que participaria da cerimônia e fez críticas ao Catar e à Fifa.
“Estarei torcendo para a Inglaterra de longe e espero visitar o Catar quando ele cumprir todas as promessas de direitos humanos que fez quando ganhou o direito de sediar a Copa”, completou Dua Lipa.
Sem cerveja, mas com questionamentos
Às vésperas do torneio, o Catar anunciou que proibiria a venda de bebidas alcoólicas nas imediações dos estádios.
Inicialmente, o acordo liberava a venda desses produtos no entorno dos oito estádios da competição. O governo do país, no entanto, voltou atrás: serão comercializadas apenas cervejas sem álcool.
A decisão, tomada às vésperas do início do Mundial, desagradou a Fifa e os patrocinadores, em especial a Budweiser, fornecedora oficial de cervejas da competição. A entidade se pronunciou, em comunicado:
“Depois de discussões entre as autoridades locais e a Fifa, foi decidido que a venda de bebidas alcoólicas será restrita à Fifa Fan Festival e a outros lugares licenciados destinados aos fãs, retirando os pontos de venda de cerveja do perímetro dos estádios da Copa do Mundo de 2022. Não haverá impacto na venda de Bud Zero, que vai continuar disponível em todos os estádios do Qatar”.
O presidente da entidade, em entrevista no sábado (19), encerrou o assunto sem polemizar. “Nós vamos sobreviver”, falou Gianni Infantino.

