Para nos falar sobre o trabalho da equipe da Operação Verde Brasil 2 aí no Pará, eu conversei com o general Moretto, que coordena as ações nessa região.
O general me falou que a 23ª Brigada de Infantaria de Selva, integrante do comando conjunto Norte, tem buscado realizar ações em parceria com grande número de agências, sejam elas federais, estaduais e municipais, no Sul do Pará, Norte do Tocantins e no Oeste do Maranhão.
Através de uma integração cada vez maior dessas agências o comando pode combater desmatamentos e também focos de incêndio na região.
O general me falou que esse ano está sendo possível realizar fiscalizações em áreas de desmatamento e também combate aos focos de incêndio. Em relação aos desmatamentos o general me falou que já foi possível fiscalizar mais de 400 pontos, de uma forma conjunta, junto com outros órgãos federais, estaduais e municipais e essas fiscalizações que foram realizadas resultaram em uma grande quantidade de autuações.
Um dos resultados é que o número de desmatamentos registrados no Pará nesse ano, já é menor do que o registrado no ano passado.
O general Moretto me relatou que é possível observar que há uma consciência cada vez maior da importância da preservação do meio ambiente. Para quem vive na Amazônia é possível lembrar de dias com bastante fumaça no horizonte, áreas sendo desmatadas, coisa que hoje em dia não é mais aceito. Isso é muito importante.
Quero falar também sobre a visita que fiz na empresa de mineração Vale do Rio Doce em Carajás, que desenvolve projetos de preservação ambiental. Foi um convite feito pela Vale, que é uma das empresas mais antigas e tradicionais do nosso país, para rever os avanços na área, uma vez que em 1995 eu estive lá.
A Vale possui a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, nessa nossa província mineral dos Carajás e essa atividade é uma atividade bastante desenvolvida no nosso estado do Pará.
Eu tive a oportunidade de sobrevoar a área da floresta de Carajás, preservada integralmente pela Vale, assim como as áreas de mineração que são conduzidas dentro dos melhores cuidados ambientais.
Podemos constatar, com toda a segurança e certeza, que é possível executar em solo amazônico uma mineração sustentável e propiciar o desenvolvimento econômico da região sem agressão ao meio ambiente.
Que o diga o município de Parauapebas, que é um município que engloba a região e que recebe um grande aporte de impostos anuais pagos pela Vale e que permite que os prefeitos possam fazer muitas coisas pelo seu povo.
Hoje as principais empresas do mundo, buscam aderir a uma agenda ambiental, prática que tem sido adotada pela Vale há muito tempo, conforme explicitei aqui para vocês, uma vez que desde 1995 conheço o trabalho deles na região.
Acho muito interessante também aproveitar o momento e trazer para vocês a fala do diretor da Vale, o Eduardo Bartolomeu, ressaltando que compensa manter o compromisso com a preservação do meio ambiente.
O diretor me disse que, para a Vale, conservar a Floresta Amazônica é fundamental para o Brasil reduzir a emissão dos gazes do efeito estufa e assim ajudar o planeta no enfrentamento do aquecimento global, é nisso que a Vale acredita e tem atuado fortemente.
A Vale ajuda a proteger um milhão de hectares de floresta no mundo, sendo a maior parte dessas áreas no Sudeste do Pará. Na região a Vale apoia o Instituto Chico Mendes de conservação da biodiversidade, na proteção de seis unidades de conservação que totaliza uma área de 786 mil hectares, equivalente a cinco vezes a cidade de São Paulo.
Juntas, essas unidades, formam hoje a maior área de Floresta Amazônica, contínua, do sul e sudeste do Pará. São mais de três décadas de proteção.
A Vale e o ICMBIO anunciaram a execução de um novo projeto, o Horizontes, que visa recuperar áreas degradadas no entorno dessas unidades de preservação por meio de sistemas agroflorestais. Esses sistemas aliam o plantio de espécies arbóreas e espécies agrícolas, ao mesmo tempo que protege o meio ambiente e gera trabalho e renda no campo.
O diretor disse também que, a Vale está fazendo um investimento da ordem de R$ 2 bilhões para reduzir, até 2030, 33% de suas emissões de carbono, que são provenientes de suas operações próprias e as indiretas, como o consumo de energia elétrica.
São exemplos de ações com resultados concretos e compromissos que demonstram que é possível executar a atividade de mineração de forma sustentável e responsável.
Antes de finalizar quero lembrar a importância de continuarmos colaborando com todos os órgãos que estão nas atividades da operação Verde Brasil 2. Para denunciar incêndios em áreas urbanas ligue para os bombeiros no 193, em área rural ligue 0800618080 ou use o nosso aplicativo Guardiões da Amazônia.
Um forte abraço.
Até semana que vem

