Segundo o jornal português Diário de Notícias, o suspeito pelo assassinato foi preso em flagrante. O crime teria ocorrido por volta das 5h30 de domingo, quando Jefferson e uma outra pessoa, também de nacionalidade estrangeira, começaram a brigar. A polícia portuguesa informou que o brasileiro caiu no chão e continuou sendo agredido “com pontapés na cabeça”.
Jefferson chegou a ser socorrido no local. Contudo, não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital de São José, na capital portuguesa.
A família de Jefferson enfrenta mais um desafio: trazer o corpo para o Brasil. Sem condições financeiras para o translado, familiares da vítima abriram uma vaquinha on-line para arrecadar o dinheiro. A meta é levantar R$ 30 mil e, até o momento, já foram recebidos R$ 7,4 mil.
“Infelizmente nosso grande amigo/irmão foi assassinado bem longe de nós, sem chance de defesa e sozinho em outro país, onde ele foi buscar seu sonho, teve a vida tirada pela violência e repentinamente deixou sua família (filho, mãe e esposa)”, diz o texto da vaquinha.
“Nós precisamos da ajuda de vocês para trazer o corpo dele no translado para executar o sepultamento aqui no Brasil com a mãe dele presente, e família e amigos darem o último adeus”, acrescenta.
Jefferson e a irmã, Geane Terra, de 45 anos, se mudaram para Portugal em outubro do ano passado, com o objetivo de melhorar de vida. De acordo com o Voz das Comunidades, a esposa e o filho do rapaz conseguiram, também, ir para a capital portuguesa.
Itamaraty se pronuncia
Em nota, encaminhada ao Metrópoles, o Itamaraty informou que “permanece à disposição para prestar a assistência cabível aos familiares do nacional brasileiro, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local”.
“O translado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é decisão da família. Não há previsão regulamentar e orçamentária para o pagamento do traslado com recursos públicos.”, completa.

