Em Manaus uma médica da rede pública de saúde que não quis se identificar detalhou a rotina de terror que os profissionais da saúde tem enfrentado nas unidades.
“A gente tem que decidir entre quem vive e quem morre. Se eu tenho um ventilador disponível e três pacientes precisando, e eu tenho muito mais do que três. Por exemplo, eu tenho que escolher entre um paciente de 19, um de 30 e um de 75. Quem é o mais importante? Todos são. Esse é o motivo de angústia, escolher entre quem vai viver e quem vai morrer. Essa é uma responsabilidade ridícula e absurda.”
“Os profissionais estão desgastados física e emocionalmente por conta disso, porque já existem os pacientes que estão internados nas macas, nos divãs, alguns pacientes entubados nas salas rosa e não para de chegar paciente, porque você não pode fechar a porta. Você não pode recusar o atendimento”, desabafou a médica
“É um cenário de terror, de filme de terror, um cenário de guerra, eu diria. Os funcionários, os enfermeiros, os médicos, eles têm dado praticamente o sangue. A gente tem procurado prestar o melhor serviço, o melhor atendimento”, finalizou.
Ainda segundo a médica, os hospitais precisam de estrutura adequada não apenas para a pandemia, mas para qualquer situação de risco.

