A 7ª rodada do programa de concessões aeroportuárias no Brasil acontece hoje com mais 15 terminais. E o mais importante deles é o de Congonhas, em São Paulo. Com as negociações de hoje, o país chegará a 91,6% de passageiros atendidos pela iniciativa privada.
O leilão, feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), está marcado para as 14h desta quinta-feira (18/8). E pode ser acompanhado nos canais oficiais da agência e da TV B3.
A concessão vai durar por 30 anos e a expectativa é de investimento na ordem de R$ 7,2 bilhões por parte das empresas nesses aeroportos. Os três blocos que compõe os 15 terminais são responsáveis por 15,8% do movimento de passageiros do país.
Confira os blocos:
Bloco SP-MS-PA-MG: Congonhas (SP), Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul (MS); Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará (PA); Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais (MG). Lance mínimo aguardado: R$ 740,1 milhões.
• Bloco Aviação Geral – Campo de Marte, em São Paulo (SP) e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ). Lance mínimo aguardado: R$ 141,4 milhões.
• Bloco Norte II – Belém (PA) e Macapá (AP). Lance mínimo aguardado: R$ 56,9 milhões.
O mercado acredita que os três blocos serão leiloados. E isso pode acontecer por uma só empresa. Uma das mais cotadas a ficar com Congonhas, considera da “joia da coroa” no caso dessa 7ª rodada, é a espanhola Aena, que já controla aeroportos no nordeste.
Depois das ações de hoje, o próximo passo acontece em 25 de agosto, com o recebimento dos documentos de habilitação. Só depois, em data ainda a ser decidida, haverá a assinatura.
A receita estimada para a concessão dos 15 aeroportos chega a R$ 15,2 bilhões: R$ 11,6 bilhões do Bloco SP-MS-PA-MG; R$ 1,7 bilhão do Bloco Aviação Geral; e R$ 1,9 bilhão do Bloco Norte II. Em contrapartida, o investimento geral durante os 30 anos da concessão deverá ser na ordem de R$ 7,2 bilhões.

