O governo comunistra de Cuba ficou abalado com as manifestações de julho de 2021que ocorreram em cerca de 50 cidades do país. A mobilização popular foi considerada a maior desde a derrubada do governo de Fulgencio Batista por Fidel Castro, Raúl Castro, Ernesto Che Guevara e seus companheiros, em 1959.
Os protestos dos cubanos aos gritos de “liberdade” foram reprimidos pela polícia e pelo Exército. De acordo com a ONG Prisioners Defenders, de abril do ano passado até março deste ano, 1.027 pessoas foram presas por questões políticas; desse total, 891 durante as manisfestações do ano passado. Na época dos protestos, o governo cubano chegou a prender 1.320 pessoas que teriam ido às ruas.
O julgamento dos manifestantes é lento, e as penas por enfrentar o governo de Miguel Díaz-Canel são altas. Em março deste ano, 128 foram condenados a ficar até 30 anos presos. De acordo com os dados do próprio governo de Cuba, há 55 adolescentes com idade entre 16 e 18 anos detidos por participação nos atos de julho.
A ONG Prisioners Defenders denunciou que um grupo de 17 adolescentes, incluindo um de 13 anos, foi condenado a uma pena de 18 anos de prisão pela participação nos protestos. Eles foram acusados de sedição, ou seja, ato de rebeldia contra o poder do Estado e da ordem constitucional.
A situação política no país é um dos motivos que fazem com que milhares de cubanos tentem fugir da ilha caribenha, mesmo que isso leve à prisão em caso de captura. O Código Penal de Cuba determina no artigo 247 que quem sair ilegalmente do país é punido com uma pena de seis meses a três anos, punição que pode ser aumentada se a ação envolver um ato de violência ou de intimidação.

