O dólar inicia esta semana com forte alta, sendo negociado, acima da marca de R$5 nesta segunda-feira. Uma das justificativas para a alta é o clima de tensão no exterior, somado a semana decisiva onde acontecerão reuniões de política monetária dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos.
De acordo com o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira: “parte do fluxo global começa a se alinhar a um cenário mais conservador, que em partes afetou a valorização do real frente ao dólar, o movimento em commodities de toda a ordem e também, em partes, as perspectivas inflacionárias de diversas localidades do mundo”, disse em relatório.
Outro fator é que juros mais altos em determinado país tendem a elevar a atratividade da renda fixa local, o que pode beneficiar sua moeda. Nesta segunda-feira, a taxa de um título soberano norte-americano protegido da inflação, também chamado de rendimento real, atingiu resultados positivos alcançando o maior patamar desde março de 2020.
Na prática, no Brasil, os juros estão em níveis bem acima dos custos dos empréstimos nos Estados Unidos, que inclusive foi um fos fatores que estimulou o crescimento do real no primeiro trimestre deste ano. Porém, alguns especialistas do mercado internacional alegam que os ativos norte-americanos oferecem muito mais segurança ao investidor que os brasileiros. Atualmente, a Selic está em 11,75%, e o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central pode aumentar a taxa em 1 ponto percentual em sua reunião desta semana, que coincide com o encontro do Fed.

