O governo dos Estados Unidos encerrou algumas restrições para o uso de pílulas abortivas usadas para acabar com gravidez em estágios iniciais. A principal delas é que agora o remédio poderá ser enviado por correio. Antes, ele só podia ser entregue pessoalmente).
A medicação conhecida pelo nome de mifepristone é usado para interromper gravidez de até 10 semanas, mas também é utilizado no tratamento de mulheres que sofreram abortamento espontâneo.
No geral, o tratamento implica a ingestão de duas pílulas, tomadas em ordem. O primeiro bloqueia a progesterona, o hormônio que sustenta a gravidez. O segundo induz contrações no útero da paciente.
A droga foi aprovada pelo FDA em 2000, mas desde então a pílula não podia ser enviada pelo correio. Isso mudou por causa da pandemia de covid-19. Houve uma decisão inicial para, temporariamente, permitir que o medicamento fosse enviado pelo correio, mas agora a regra é permanente.
Segundo a FDA, 3,7 milhões de mulheres tomaram o remédio entre setembro de 2000 e dezembro de 2018. Dessas 3,7 milhões, 24 morreram por complicações.
Atualmente, há uma discussão na Suprema Corte dos EUA sobre aborto, que pode mudar as regras vigentes nos EUA desde 1973, que permitem o aborto no país.

