Na última segunda-feira (18/4), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) encerrou, após emissão de certidão de trânsito em julgado, o processo do Ministério Público de Goiás (MPGO) contra o ex-reitor de Basílica de Trindade. Conforme a defesa do padre, o órgão estadual não se manifestou a tempo no processo e o prazo caducou.
“Verdade vencerá a mentira”
No pronunciamento oficial, o padre afirma que “há um ano e oito meses foi vítima de uma agressão absurda”. Segundo ele, “teve a casa invadida da pior maneira que alguém possa imaginar” e a privacidade invadida sem nenhum escrúpulos.
“Fiquei sabendo da investigação naquele momento [cumprimento do mandado de busca e apreensão]. Na verdade, até hoje, eu nunca fui ouvido, perguntado, nada. Eu não sabia de nada do que estava acontecendo, mas toda a imprensa já estava sabendo e, inclusive, já havia sido convocada há dias, para aquele momento, para aquela manhã”, diz ele.
“O constrangimento e a humilhação foram tão grandes, que praticamente fizeram ao vivo, de dentro do meu quarto, algo insano, ilegal, desnecessário, humilhante e, certamente, organizado de uma forma antecipada e meticulosa. Rapidamente percebi do que se tratava e vi que a verdade não importava para aquelas pessoas”, reforça o padre.
Edição
No vídeo, o padre afirma que teve áudios e imagens manipuladas, para que se encaixassem em um contexto conveniente. Ele declara que é inocente e que nunca teve nada no nome dele ou de qualquer outra pessoa. Segundo o padre, tudo é da AFIPE. Ainda de acordo com ele, o dinheiro administrado pelo religioso, foi usado como investimento para a “obra de evangelização”.
“Vivemos na era da manipulação das informações, das imagens e até mesmo da voz das pessoas. Nem tudo que se vê e ouve condiz com a realidade. Imagina o que podem fazer com a voz de uma pessoa que tem mais de 45 mil horas de falas disponíveis na internet? Como é o meu caso. Foram feitas diversas simulações, criando o contexto conveniente, para que pudessem me difamar, me expor e até mesmo me intimidar”, declara.
Segundo o padre Robson, sem denominar pessoas ou órgãos, “não conseguiram mudar o rumo da Justiça, que continuou isenta em seus procedimentos, e a decisão continuou sendo que o ocorrido foi incomum e até contrário ao devido processo legal. Eu era e sou inocente e não deveria ter passado por nada disso. O constrangimento a que fui submetido não deveria ter acontecido pois eu nada fiz de errado”.
“Meu irmão e minha irmã, nunca tive nada em meu nome e nem no nome de alguém, viu? Isso por opção de vida, opção de consagração. A casa onde eu moro hoje, o veículo que eu uso, o dinheiro que recebo para o básico, até o advogado que me defendeu, tudo foi proporcionado pelo meu grupo religioso. Da mesma forma, tudo que eu administrei era e continua sendo da AFIPE e está a serviço do Evangelho”.
“Saber investir de maneira inteligente e criativa, bem assessorada, para o benefício e desenvolvimento de uma obra como esta, é saber usar bem, usar bem mesmo, os talentos confiados por Deus”, ressalta ele.

