De acordo com análises de economistas, o petróleo em patamares recordes deve pesar no bolso dos brasileiros. Pela política de preços da Petrobras, os preços dos combustíveis vendidos no Brasil devem acompanhar a média da cotação do barril no mercado internacional.
Se a regra estivesse sendo seguida, o litro da gasolina já deveria estar na casa de R$ 9, segundo especialistas. No entanto, poderia chegar a R$ 18,22, se o barril chegasse aos US$ 300, como ameaça o governo russo.
Mas especialistas afirmam que o governo brasileiro deve buscar formas de absorver a maior parte dessa valorização do petróleo sobre os combustíveis no Brasil para evitar que a inflação ganhe novo impulso e provoque um maior impacto negativo sobre a economia brasileira. Mesmo que isso custe R$ 200 bilhões neste ano, conforme cálculos do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).
O petróleo já estava nas alturas desde o ano passado por conta da retomada da atividade econômica. Agora acelerou a alta com a invasão da Ucrânia pela Rússia e reforçou o ímpeto de valorização após os Estados Unidos anunciarem a suspensão das importações do produto russo
A cotação do barril no mercado internacional já se aproxima de recordes históricos, ao testar o patamar de US$ 140, com risco de buscar níveis ainda mais elevados, como ameaça o governo russo, que sinaliza o produto chegando a US$ 300.

