David Vencl, nadador tcheco, bateu o recorde mundial de mergulho livre em águas geladas sem proteção, nesta semana. No entanto, quando voltou à superfície, o atleta chegou a cuspir sangue. O problema de saúde parece não ter preocupado o mergulhador, que logo abriu um champanhe e justificou por que se arriscar em uma modalidade tão perigosa.
Depois de respirar fundo e segurar a respiração, Vencl entrou nas águas geladas que variam de 1ºC a 4ºC do lago Sils, na Suíça, e desceu 52,1 metros. O percurso demorou 1 minuto e 54 segundos e foi 14 segundos mais lento do que o esperado. O checo vestiu apenas uma sunga e um óculos de nado para o desafio.
Na volta, quando ele estava com sangue na boca, os ajudantes correram para o socorrer, mas ele respondeu: “Acho que é a traqueia. Meus pulmões estão bem, não sinto dor”. O mergulhador descansou por um minuto e logo abriu um champanhe, para comemorar o recorde.
Quando o público questionou Vencl do motivo de correr tanto perigo com os mergulhos o checo respondeu: “Principalmente por causa das belas fotos no Instagram, não vejo outro motivo”. A frase parece contraditória, já que nas redes sociais do mergulhador não há fotos dele debaixo d’água. Os registros publicados são na superfície de lugares congelantes.
Antes de cair na água, foram feitos três buracos no gelo do lago, que tinha 35 centímetros de espessura. Um servia para a entrada e saída, e dois para saídas de emergência, caso o checo não conseguisse cumprir a prova.
Por precaução, ele foi levado ao hospital, mas foi liberado assim que os médicos confirmaram que Vencl estava bem de saúde.
Essa não foi a primeira vez que o checo entrou para o livro de recordes. Em 2021, ele bateu o recorde na categoria de nado mais longo sob o gelo com a respiração presa. Foram 80,99 metros percorridos em uma lago da República Checa.
Com informações do R7

