John Rodgerson, CEO da Azul, diz que as tarifas continuarão subindo, acompanhando a alta do petróleo. Ele explica que os custos estruturais do Brasil precisarão ser solucionados para que os voos não fiquem mais restritos no país, visto que, nos próximos meses, a procura será menor.
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o preço do querosene de aviação acumula alta de 71% até 1º de julho. No consolidado de 2021, foi registrado um aumento de 92%.
“Se o combustível está subindo e o dólar valorizando, a passagem vai ter de subir para a receita cobrir os custos. Mas não acredito que essa situação vai continuar assim, não vejo a guerra (na Ucrânia) durando para sempre”, disse Rodgerson, justificando que as companhias estão elevando os preços para “sobreviver”. “Viagem aérea pode virar luxo se não atacarmos custos”, enfatizou.

