Mísseis russos e ataques aéreos causaram danos ao norte e ao sul da capital ucraniana neste sábado (12), segundo autoridades locais. Os ataques se intensificaram e as forças da Rússia estão mais próximas de Kiev. Acompanhe ao vivo acima a cobertura especial da CNN.
Em Chernihiv, a cerca de 100 quilômetros ao norte da capital, o hotel Ucrânia – um marco na cidade – foi atingido durante a noite.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também segue atenta ao avanço da Rússia em direção ao oeste do território ucraniano e monitora constantemente a movimentação na fronteira da Ucrânia com outros países.
Desde quinta-feira (10), radares da Otan detectaram 20 caças russos partindo de Belarus em direção a Kiev, capital da Ucrânia. Essa dinâmica foi a mais intensa desde o início da guerra.
A cidade de Lviv, no oeste do país, também está apreensiva com os últimos ataques dos russos. A cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Polônia, Lviv tem sido uma importante rota para quem quer fugir do conflito e até o momento não foi atacada pela Rússia. Mas os últimos bombardeios em cidades próximas começam a mudar a rotina na cidade.
Também neste sábado, mais uma tentativa está sendo feita para levar ajuda humanitária à cidade sitiada de Mariupol, no sudeste, e retirar milhares de civis.
Maior parte das forças russas está a 25 km de Kiev, diz Defesa do Reino Unido
A maior parte das forças terrestres russas está atualmente a cerca de 25 quilômetros do centro da capital ucraniana, Kiev, disse o Ministério da Defesa do Reino Unido neste sábado (12) em sua última avaliação de inteligência.
“Os combates a noroeste de Kiev continuam com as forças terrestres russas agora a cerca de 25 quilômetros do centro da cidade”, informou o Ministério.
“Elementos do grande comboio russo ao norte de Kiev se dispersaram. Isso provavelmente apoiará uma tentativa russa de cercar a cidade. Também pode ser uma tentativa da Rússia de reduzir sua vulnerabilidade aos contra-ataques ucranianos, que tiveram um impacto significativo sobre forças russas”, segundo o relatório de inteligência.
Comboio humanitário tenta chegar à cidade de Mariupol em meio a cerco da Rússia
Uma nova tentativa de levar ajuda humanitária à cidade sitiada de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, e retirar civis está sendo realizada neste sábado (12).
A cidade está sob fogo pesado das forças da Rússia há mais de uma semana, e o conselho de Mariupol disse na sexta-feira (11) que quase 1.600 pessoas foram mortas.
No sábado, o conselho anunciou que “um corredor verde está aberto. Um comboio humanitário partiu de Zaporizhzhia para Mariupol. Mais de 90 toneladas de alimentos e remédios estão indo para a cidade, que está sitiada há 11 dias”.
Biden diz que EUA não enviarão tropas
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enfatizou mais uma vez na sexta-feira que seu país não enviará tropas terrestres para a Ucrânia.
“Não vamos lutar a Terceira Guerra Mundial na Ucrânia“, disse Biden depois de reiterar o total apoio dos Estados Unidos a seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e prometer que os EUA defenderão “cada centímetro” do território da aliança.
O presidente, no entanto, fez uma ponderação: “quero ser claro, porém, que vamos garantir que a Ucrânia tenha as armas para se defender de uma força invasora russa. E enviaremos dinheiro e ajuda alimentar para salvar a vida dos ucranianos. Vamos receber refugiados ucranianos de braços abertos se, de fato, eles vierem até aqui.”
Possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial
De acordo com Biden, o envio de apoio militar americano diretamente para a Ucrânia causaria a Terceira Guerra Mundial.
“Não se enganem sobre a ideia que mandaríamos ofensiva militar, aeronaves, tanques, pilotos e equipes americanas para a Ucrânia. Se isso acontecer, será a Terceira Guerra Mundial. Vamos deixar isso bem claro, por favor, não se enganem”, alertou o presidente americano.
A declaração acontece depois que os EUA recusaram formalmente a oferta de caças da Polônia que poderiam ser transferidos para zonas de combate na Ucrânia. O governo polonês afirmou estar pronto para colocar todos os seus caças MIG-29 em uma base da Força Aérea dos EUA e colocá-los à disposição de Washington.
EUA rebaixam status da Rússia para negócios
No início da tarde desta sexta-feira, em meio a mais um dia de ataques russos na Ucrânia, Biden, anunciou a revogação do status de “nação mais favorecida da Rússia”.
Segundo Biden, isso foi feito em concordância com outros países do G7 e Otan, abrindo caminho para a imposição de tarifas sobre uma ampla gama de produtos russos e aumentando a pressão sobre a economia do país após a invasão à Ucrânia. A medida precisa ser aprovada pelo Congresso.
Destaques das últimas 24 horas
- Tropas russas avançam em direção ao Oeste da Ucrânia; situação deixa a Otan em alerta
- Exército russo se aproxima da capital Kiev
- Prefeito de cidade ucraniana é detido por separatistas russos; Ucrânia diz que ação foi “crime de guerra”;
- Pentágono diz que Ucrânia foi alvo de “bombardeio violento” nesta sexta;
- União Europeia anuncia novas sanções contra a Rússia;
- Estados Unidos revoga status de “nação mais favorecida” da Rússia; entenda;
- ONU diz desconhecer armas biológicas na Ucrânia;
- Ucrânia tenta negociar novos corredores humanitários, diz ministra do país;
- Novos ataques a “grandes cidades” da Ucrânia acontecem nesta sexta (11);
- Zelensky está pronto para conversar com Putin, diz membro do gabinete presidencial;
- Guerra na Ucrânia já gerou 2,5 milhões de refugiados, diz ONU;
Prefeito de cidade ucraniana é detido por separatistas russos
O prefeito da cidade ucraniana de Melitopol, Ivan Fedorov, foi visto em um vídeo sendo levado por homens armados de um prédio do governo nesta sexta-feira. A promotoria da região separatista de Luhansk, apoiada pela Rússia, acusações de terrorismo pesam contra ele.
A detenção de Fedorov pelos homens armados é o primeiro caso conhecido de um oficial político ucraniano sendo detido e investigado por forças russas – ou apoiadas pela Rússia – desde o início da invasão.
De acordo com uma mensagem no site do promotor de Luhansk, Fedorov está sendo acusado de ajudar e financiar atividades terroristas e fazer parte de uma comunidade criminosa. A promotoria de Luhansk alegou que Fedorov é membro do grupo “Right Sector”.
O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia publicou uma declaração com palavras fortes no Facebook, chamando a detenção do prefeito de Melitopol por homens armados de “crime de guerra”.

