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A Gazeta do Amapá > Blog > Internacional > Russos intensificam ataques e se aproximam de Kiev
Internacional

Russos intensificam ataques e se aproximam de Kiev

Redação
Ultima atualização: 12 de janeiro de 2024 às 15:28
Por Redação 5 anos atrás
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Conteúdos
Maior parte das forças russas está a 25 km de Kiev, diz Defesa do Reino UnidoComboio humanitário tenta chegar à cidade de Mariupol em meio a cerco da RússiaBiden diz que EUA não enviarão tropasPossibilidade de uma Terceira Guerra MundialEUA rebaixam status da Rússia para negóciosDestaques das últimas 24 horasPrefeito de cidade ucraniana é detido por separatistas russos

Mísseis russos e ataques aéreos causaram danos ao norte e ao sul da capital ucraniana neste sábado (12), segundo autoridades locais. Os ataques se intensificaram e as forças da Rússia estão mais próximas de Kiev. Acompanhe ao vivo acima a cobertura especial da CNN.

Em Chernihiv, a cerca de 100 quilômetros ao norte da capital, o hotel Ucrânia – um marco na cidade – foi atingido durante a noite.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também segue atenta ao avanço da Rússia em direção ao oeste do território ucraniano e monitora constantemente a movimentação na fronteira da Ucrânia com outros países.

Desde quinta-feira (10), radares da Otan detectaram 20 caças russos partindo de Belarus em direção a Kiev, capital da Ucrânia. Essa dinâmica foi a mais intensa desde o início da guerra.

A cidade de Lviv, no oeste do país, também está apreensiva com os últimos ataques dos russos. A cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Polônia, Lviv tem sido uma importante rota para quem quer fugir do conflito e até o momento não foi atacada pela Rússia. Mas os últimos bombardeios em cidades próximas começam a mudar a rotina na cidade.

Também neste sábado, mais uma tentativa está sendo feita para levar ajuda humanitária à cidade sitiada de Mariupol, no sudeste, e retirar milhares de civis.

Maior parte das forças russas está a 25 km de Kiev, diz Defesa do Reino Unido

A maior parte das forças terrestres russas está atualmente a cerca de 25 quilômetros do centro da capital ucraniana, Kiev, disse o Ministério da Defesa do Reino Unido neste sábado (12) em sua última avaliação de inteligência.

“Os combates a noroeste de Kiev continuam com as forças terrestres russas agora a cerca de 25 quilômetros do centro da cidade”, informou o Ministério.

“Elementos do grande comboio russo ao norte de Kiev se dispersaram. Isso provavelmente apoiará uma tentativa russa de cercar a cidade. Também pode ser uma tentativa da Rússia de reduzir sua vulnerabilidade aos contra-ataques ucranianos, que tiveram um impacto significativo sobre forças russas”, segundo o relatório de inteligência.
 

Bombeiros tentam apagar fogo em depósito atingido por bombardeio russo em Kiev

Bombeiros tentam apagar fogo em depósito atingido por bombardeio russo em Kiev / Chris McGrath/Getty Images

 

Comboio humanitário tenta chegar à cidade de Mariupol em meio a cerco da Rússia

Uma nova tentativa de levar ajuda humanitária à cidade sitiada de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, e retirar civis está sendo realizada neste sábado (12).

A cidade está sob fogo pesado das forças da Rússia há mais de uma semana, e o conselho de Mariupol disse na sexta-feira (11) que quase 1.600 pessoas foram mortas.
No sábado, o conselho anunciou que “um corredor verde está aberto. Um comboio humanitário partiu de Zaporizhzhia para Mariupol. Mais de 90 toneladas de alimentos e remédios estão indo para a cidade, que está sitiada há 11 dias”.

Pessoas retiradas da região de Mariupol, na Ucrânia, em campo de refugiados em Bezymennoye, na região ucraniana de Donetsk / 08/03/2022 REUTERS/Alexander Ermochenko

 

Biden diz que EUA não enviarão tropas

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enfatizou mais uma vez na sexta-feira que seu país não enviará tropas terrestres para a Ucrânia.

“Não vamos lutar a Terceira Guerra Mundial na Ucrânia“, disse Biden depois de reiterar o total apoio dos Estados Unidos a seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e prometer que os EUA defenderão “cada centímetro” do território da aliança.

O presidente, no entanto, fez uma ponderação: “quero ser claro, porém, que vamos garantir que a Ucrânia tenha as armas para se defender de uma força invasora russa. E enviaremos dinheiro e ajuda alimentar para salvar a vida dos ucranianos. Vamos receber refugiados ucranianos de braços abertos se, de fato, eles vierem até aqui.”

 

Possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial

De acordo com Biden, o envio de apoio militar americano diretamente para a Ucrânia causaria a Terceira Guerra Mundial.

“Não se enganem sobre a ideia que mandaríamos ofensiva militar, aeronaves, tanques, pilotos e equipes americanas para a Ucrânia. Se isso acontecer, será a Terceira Guerra Mundial. Vamos deixar isso bem claro, por favor, não se enganem”, alertou o presidente americano.

A declaração acontece depois que os EUA recusaram formalmente a oferta de caças da Polônia que poderiam ser transferidos para zonas de combate na Ucrânia. O governo polonês afirmou estar pronto para colocar todos os seus caças MIG-29 em uma base da Força Aérea dos EUA e colocá-los à disposição de Washington.

O presidente dos EUA, Joe Biden, falou sobre a guerra na Ucrânia / Reprodução/CNN Brasil (24.set.2021)

 

EUA rebaixam status da Rússia para negócios

No início da tarde desta sexta-feira, em meio a mais um dia de ataques russos na Ucrânia, Biden, anunciou a revogação do status de “nação mais favorecida da Rússia”.

Segundo Biden, isso foi feito em concordância com outros países do G7 e Otan, abrindo caminho para a imposição de tarifas sobre uma ampla gama de produtos russos e aumentando a pressão sobre a economia do país após a invasão à Ucrânia. A medida precisa ser aprovada pelo Congresso.
 

Destaques das últimas 24 horas

  • Tropas russas avançam em direção ao Oeste da Ucrânia; situação deixa a Otan em alerta
  • Exército russo se aproxima da capital Kiev
  • Prefeito de cidade ucraniana é detido por separatistas russos; Ucrânia diz que ação foi “crime de guerra”;
  • Pentágono diz que Ucrânia foi alvo de “bombardeio violento” nesta sexta;
  • União Europeia anuncia novas sanções contra a Rússia;
  • Estados Unidos revoga status de “nação mais favorecida” da Rússia; entenda;
  • ONU diz desconhecer armas biológicas na Ucrânia;
  • Ucrânia tenta negociar novos corredores humanitários, diz ministra do país;
  • Novos ataques a “grandes cidades” da Ucrânia acontecem nesta sexta (11);
  • Zelensky está pronto para conversar com Putin, diz membro do gabinete presidencial;
  • Guerra na Ucrânia já gerou 2,5 milhões de refugiados, diz ONU;

Prefeito de cidade ucraniana é detido por separatistas russos

O prefeito da cidade ucraniana de Melitopol, Ivan Fedorov, foi visto em um vídeo sendo levado por homens armados de um prédio do governo nesta sexta-feira. A promotoria da região separatista de Luhansk, apoiada pela Rússia, acusações de terrorismo pesam contra ele.

A detenção de Fedorov pelos homens armados é o primeiro caso conhecido de um oficial político ucraniano sendo detido e investigado por forças russas – ou apoiadas pela Rússia – desde o início da invasão.

De acordo com uma mensagem no site do promotor de Luhansk, Fedorov está sendo acusado de ajudar e financiar atividades terroristas e fazer parte de uma comunidade criminosa. A promotoria de Luhansk alegou que Fedorov é membro do grupo “Right Sector”.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia publicou uma declaração com palavras fortes no Facebook, chamando a detenção do prefeito de Melitopol por homens armados de “crime de guerra”.

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Redação 12 de janeiro de 2024 12 de março de 2022
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