O ex-ministro da Justiça Sergio Moro intensificou as articulações políticas em busca de aliados do chamado “centro expandido” para construir sua candidatura à presidência nas eleições 2022.
Na quarta-feira, 3, Moro chegou em Brasília para conversas com dirigentes partidários e fez questão criticar a proposta do governo que rompe o teto de gastos públicos.
“Aumentar o Auxílio Brasil e o Bolsa Família é ótimo. Furar o teto de gastos, aumentar os juros e a inflação, dar calote em professores, tudo isso é péssimo. É preciso ter responsabilidade fiscal”, afirmou o ex-juiz da Lava Jato em postagens nas redes sociais, numa referência à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que abre caminho para o Auxílio Brasil.
A filiação de Moro ao Podemos vai ocorrer no próximo dia 10, e já tem confirmada a presença do governador de São Paulo, João Doria, possível candidato tucano, além do pré-candidato, ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que também foi convidado para cerimônia. Outros pré-candidatos também devem estar presentes. A estratégia de Moro consiste em ampliar o arco de alianças.
“Se ele entrar na disputa, não será candidato apenas do Podemos. Nós esperamos ter uma união com várias outras forças e partidos para apoiá-lo”, disse o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), aliado de Moro.

