Os tutores da cachorrinha Pandora, que ficou 45 dias desaparecida após uma conexão da Gol Linhas Aéreas em Guarulhos, vão pedir à Justiça uma indenização por danos morais e materiais de trezentos e vinte mil reais.
A ação encaminhada à 5º Vara Cível da Comarca de São Paulo lista uma série de eventuais falhas cometidas tanto pela companhia aérea quanto pela administradora do terminal.
“Inicialmente a ré GOL afirmou que a cadela Pandora havia destruído a caixa de transporte
o que acarretou na facilitação da fuga desta e afirmou que estavam desde então empreendendo
buscas na localização desta, porém informou que não haviam sequer imagens para possibilitar a
identificação do caminho tomado por esta dentro do terminal aeroviário.
Contudo, a explicação da ré GOL causou espécie de estranheza ao autor haja vista que Pandora é dócil e
calma e não teria condições de estourar a caixa de transporte nova e reforçada. Ao solicitar a caixa de transporte da cadela Pandora, o autor foi surpreendido com a entrega da caixa em perfeito estado de conservação, contrariando a afirmação da ré GOL de que a cadela havia destruído e empreendido fuga.
A caixa de transporte estava intacta e apenas o lacre de segurança havia sido rompido (o que dificilmente o próprio animal conseguiria fazer estando preso dentro da caixa)”, relata a tutela de urgência.

